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João Charola

A construir uma “nova escola”

João Charola

Professor de geografia e cidadania e desenvolvimento

“Olhemos a escola como um novo caminho para que sejam os jovens a promover e a reeducar a sociedade que necessita de paz, de solidariedade e de amor incondicional”. 

 

O Dia Escolar da Não Violência e da Paz comemora-se anualmente a 30 de Janeiro. A data foi instituída em 1964 em Espanha pelo poeta, pedagogo e pacifista espanhol Llorenç Vidal, e pela sua importância a sua ideia foi acolhida a nível internacional. Foi assim escolhido este dia por assinalar o falecimento do grande pacifista indiano, Mahatma Gandhi.

O objetivo do Dia Escolar da Não Violência e da Paz passa por alertar os alunos, os professores, os pais, os políticos e os governantes para a necessidade de uma educação para a paz, que promova valores como o respeito, a igualdade, a tolerância, a solidariedade, a cooperação e a não-violência. Fomentar a comunicação entre todos, impedir situações de bullying e incrementar a amizade são preocupações deste dia.

Neste sentido realizei um pequeno artigo sobre o tema:

Na atualidade a velocidade e a competição nos diversos setores da nossa vida, torna-nos mais atentos, obrigando a atenções redobradas. Sentimos que não podemos ser ultrapassados e estas situações geram atenção redobrada, impulsionada por medos e ansiedades que decorrem deste tempo implacável, em que tudo acontece em direto. As surpresas acontecem à mesma velocidade com que surgem as notícias, que são, maioritariamente negativas. Surge assim violência, camuflada, em que uns tentam superar outros. Como viver em serenidade e paz se o mundo vende a todo o momento acontecimentos em que a solidariedade, não rende, não fatura, e por isso, é renegada para segundo plano? Esqueceu-se a pureza de viver com calma e respeito uns pelos outros e isso gera agressão. Surge violência no namoro, no emprego, no trânsito e na vida... É neste mundo, que se inserem os jovens e a escola provenientes de famílias que se encontram neste frenesim, em que o diálogo, a calma e a harmonia são difíceis de atingir… como educar fazendo o caminho para a Tranquilidade, que promova valores como o respeito, a igualdade, a tolerância, a solidariedade e a não-violência? Falta o tempo de convívio, de diálogo e de harmonia, falta o brincar. A escola atual ocupa em demasia o seu tempo em aprendizagens em que o lazer o convívio e o riso parecem ser secundários, deixaram de ser objeto de interesse. Os jovens, tal como a sociedade necessitam de descomprimir.

 É necessário tempo de qualidade, de paz, de harmonia. A escola deveria ser entendida como a percursora de novos jovens, para que eles olhem para o futuro, de uma forma diferente da dos seus pais … promovam-se boas personalidades alicerçadas em saber e calma, no usufruto do tempo, e aí, iniciaremos um caminho diferente, recheado de qualidade, que rapidamente substituirá a raiva o odio a cólera e a tristeza que tão rápido se disseminou… Olhemos a escola como um novo caminho para que sejam os jovens a promover e a reeducar a sociedade que necessita de paz, de solidariedade e de amor incondicional. Tem de se procurar o equilíbrio que tanto necessitamos. Será nesta nova escola que se encontrará o caminho para subverter a sociedade passando os aprendizes a ser os percursores de novas formas de estar. Transformemos pois o ensino e a educação, criando novos caminhos e rumos de paz, de profecias, de compreensão e de respeito e aí este dia passará a ser comemorado e não lembrado…

 

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