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Micaela Vieira

Crescer na Igualdade


 

Micaela Vieira

Professora de Inglês e de Cidadania e Desenvolvimento 

 

“Nascer mulher e contribuir para a construção desse género, na sociedade moderna, implica continuar a lutar, mesmo depois do que se conquistou ao longo da história.  Também no ICE procuramos fazê-lo diariamente, (...) valorizamos os esforços e as competências daqueles que promovem e constroem ambientes, onde todos podem crescer felizes e orgulhosos do seu género."

 

 

 

Quando nos deparamos com a pergunta: “O que é ser mulher?” Existem mais de mil formas de responder e, por mais incrível que possa parecer, estas respostas mudam todos os dias.

Quando nos perguntam: “O que é ser mulher no Dia Internacional da Mulher em 2022?” É inevitável pensarmos em todos os contributos, todas as lutas e qualidades de todas as mulheres, que até hoje fizeram parte da defesa de direitos iguais para mulheres e homens.
Ao mesmo tempo, temos conhecimento que não ainda foi em Pequim, em 1995, que todos os direitos das mulheres ficaram definidos e esclarecidos na mente de todos os indivíduos. Desde então, em vários países, culturas, nas mais variadas empresas e mesmo famílias, se violam sistemática e indiscriminadamente esses direitos.

Por estas e outras razões, enquanto não existir uma verdadeira justiça na igualdade de género; enquanto tal não se verificar nos planos político, económico, social e cultural e enquanto os estereótipos, relacionados com a imagem feminina, não estejam completamente banidos da sociedade, deve ser missão de qualquer mulher e homem - educados para a cidadania - defender e enaltecer os princípios do Dia Internacional da Mulher.

Nascer mulher e contribuir para a construção desse género, na sociedade moderna, implica continuar a lutar, mesmo depois do que se conquistou ao longo da história.

Também no ICE procuramos fazê-lo diariamente, combatendo comentários, que por mais inofensivos e banais possam parecer, magoam e ferem a imagem feminina; repudiamos frases como: “Corres como uma menina!” ou a simples ocupação dos campos de jogos, com o argumento: “Meninas, saiam daqui, porque isto é só para rapazes!”; enaltecemos todos os comportamentos de respeito, de tolerância, de empatia; valorizamos os esforços e as competências daqueles que promovem e constroem ambientes, onde todos podem crescer felizes e orgulhosos do seu género, onde mantêm a visão da infância - não afetada pelos preconceitos sociais - de todos serem iguais, ou seja, de não existirem brincadeiras, roupas, comportamentos de meninos e de meninas.

Só num ambiente destes, os nossos alunos podem ser livres de desenvolver as suas capacidades pessoais, sentirem que as suas aspirações e necessidades são igualmente consideradas e valorizadas, crescerem sabendo salvaguardar a dignidade de todas as pessoas em todas as suas dimensões.

Cabe-nos, a todos, estar atentos aos problemas da sociedade e preparar as novas gerações para uma convivência plural, democrática e de inclusão. Só assim teremos uma sociedade que sabe encontrar soluções não violentas para a paz.  

  

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